segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Por que a criança se dispersa tanto?


A resposta você confere neste post, que traz reflexões interessantes sobre a importância de os educadores conhecerem os achados científicos sobre a relação do cérebro infantil com a aprendizagem.

revista Neuroeducação publicou uma entrevista com a especialista Leonor Bezerra Guerra, coordenadora do Projeto NeuroEduca, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que tem como objetivo divulgar conhecimentos em neurociência para profissionais da área da educação.
O que ela traz são conclusões de estudos científicos sobre os ritmos de aprendizagem e como eles também se relacionam com a maturidade do cérebro. “Crianças e adolescentes não sustentam a atenção da mesma forma que um adulto. E há uma base neurobiológica para isso. Até o início da vida adulta, o córtex pré-frontal, a parte mais anterior do cérebro, responsável por inibir alguns comportamentos, ainda não está completamente formado. Assim, é mais difícil manter-se concentrado em assuntos que, ao menos naquele momento, não parecem tão relevantes”, afirma.
Ter tais conhecimentos sobre esses aspectos, assim como saber qual a influência dos estímulos externos na arquitetura do cérebro, é algo essencial ao educador que, na sala de aula, interage com seus alunos na expectativa de que retenham novos conteúdos.
“Hoje vários cursos (de pedagogia) já têm em sua matriz curricular disciplinas que relacionam cérebro e aprendizagem, mas o tema ainda não é frequente na formação inicial do educador. O ideal seria todo estudante de pedagogia e licenciatura ter como conteúdos obrigatórios, fundamentos neurobiológicos da aprendizagem e bases da psicologia cognitiva e comportamental. É importante reconhecer que o processo de aprendizagem é biológico, mas que depende fundamentalmente da interação com o ambiente. Esse dado valoriza o aspecto social da aprendizagem: o sistema nervoso se remodela a partir da interação do indivíduo com o meio”, explica.
A neurociência é uma aliada importante da aprendizagem, mas é preciso fazer a ponte entre o educador, que está na sala de aula, e o neurocientista, que atua no laboratório. Nesse sentido, é importante buscar novos conhecimentos para a prática cotidiana. Uma publicação que traz boas reflexões é “O impacto do desenvolvimento na Primeira Infância sobre a aprendizagem”, um estudo interessante que mostra o potencial do cérebro nos primeiros anos de vida, a influência do ambiente externo para moldá-lo e como tudo isso pode impactar o aprendizado da criança.
A publicação foi desenvolvida por especialistas do Núcleo Ciência pela Infância (NCPI) em uma linguagem acessível e didática para educadores e pessoas interessadas no tema.
Basta clicar aqui para fazer o download gratuito e ampliar seus conhecimentos sobre a neurociência, transformando-os em atividades práticas para o seu dia a dia de educador.

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