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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sob um olhar psicopedagógico #12 - Precisamos falar sobre o Kevin

Olá Psicos!



O sob um  olhar psicopedagógico de hoje, traz o filme "Precisamos falar sobre o Kevin".
Eu sei que também tem o livro, mas eu ainda não li, só assisti o filme mesmo.

É um filme de poucas falas, mas com muita interpretação.

Conta a história do Kevin, sob a perspectiva da mãe dele. Vemos que ela engravida por acidente, ocorre a rejeição da criança ainda no útero e eu desconfio que ela teve depressão pós parto.

O relacionamento entre o Kevin e a mãe sempre foi difícil, ele ainda bebê chorava horrores no colo dela, mas ficava calmo e sorridente com o pai.

Na primeira infância, Kevin já da indícios de crueldade, manipula o pai, que acredita que ele é uma criança dócil e bondosa.

Em alguns momentos, quando ele está fragilizado, ele só aceita a presença da mãe para cuidar dele, mas quando melhora, ele volta a fazer as mesmas coisas de antes.

Os pais tem outro bebê e ele ganha uma irmã, a mãe, que enxerga as coisas que ele faz, fica com medo e alerta sempre que ele está perto da menina.

Já na adolescência, com 16 anos, a mãe tenta criar vínculos com ele, mas Kevin se mostra cruel e muito resistente.

Tudo isso causa conflito no casamento dos pais dele.

O filme mistura passado e presente, onde no presente, vemos a mãe morando sozinha e sendo marginalizada pela sociedade por algo que o Kevin fez.

Eu acredito que se trate de um psicopata, que só conseguiu criar algum tipo de laço com a mãe, mesmo que seja um vinculo muito negativo.

Segue o vídeo para quem quiser entender um pouco mais sobre o filme. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dama da meia noite - Cassandra Clare

Oláaaaa

Mega atrasada, eu venho trazer a resenha desse livro.



Li assim que saiu, mas protelei e protelei e por consequência, a resenha está saindo hoje.

Eu sou fã da Cassandra Clare desde a série (de livros) Instrumentos Mortais. Desde então, leio tudo que ela escreve.

Dama da meia noite faz parte da nova série de livros da Cassandra, intitulada: Os artifícios das trevas.
Agora eu preciso tomar muito cuidado para não dar muitos spoilers das sagas anteriores.

No final de Instrumentos Mortais, nós conhecemos a Emma e o Julian, os dois personagens que protagonizam Dama da Meia Noite.
Passados 5 anos do desfecho da saga anterior, esses personagens estão se aproximando dos 18 anos e são melhores amigos e parabatai.
Eu preciso dizer, acho linda a amizade que os dois tem desde pequenos.
A trama se desenvolve em torno da Emma querendo descobrir o que aconteceu com seus pais e com o Julian tentando administrar os irmãos mais jovens.
O livro traz personagens novos e muito cativantes, como a Cristina, uma espécie de estudante de intercâmbio, tá aí uma personagem fiel e determinada. 

Algo que me chamou muita atenção no livro foi que mais uma vez a Cassandra traz o tema de inclusão social, mas utilizando os caçadores de sombras.
Tem um personagem, o Ti, que eu desconfio que ele possa ser Asperger. A Cassandra trabalha isso de forma genial no livro, mostrando como uma sociedade pode marginalizar algo que não compreende.
Ela já fez isso antes com outros temas nos livros anteriores, então deixo aqui registrada minha admiração por ela e pelo Ti que me conquistou demais nesse livro.

Falando no Ti, ele é um dos irmãos mais novos do Julian e é gêmeo com a Livi, o relacionamento dos dois é muito bonito e a forma como a Liv compreende o irmão me deixou muito emocionada. 

Não entrarei em detalhes quanto ao romance do livro, só direi que foi intenso e envolvente como todos os romances que a Cassandra cria e me fez virar página após página para desvendar o desenrolar dessa linda história.

Superrr recomendo esse livro, é uma leitura intensa, porém muito leve. Prende o leitor, aguça a curiosidade e, pelo menos para mim, fez refletir sobre algumas questões sociais bem interessantes.

Até a próxima!

Ahhhhhhhhhhhh
Para quem curte vídeos, deixo aqui o vídeo que eu gravei sobre esse livro!
Para se inscrever no canal clique AQUI!


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Sob um olhar Psicopedagógico #09 | As ilhas da personalidade - Daytripper e Divertida Mente

E aí, Psicos!

É com muito prazer que hoje venho falar para vocês sobre duas obras tão diferentes, porém com tanto em comum.


Estou falando da animação Divertida Mente e a HQ Daytripper.


É só dar play no vídeo para entender o que elas tem em comum.

Não gosta de vídeo? Eu explico escrevendo...

Vou começar falando sobre Divertida Mente, uma animação que nos traz o centro de comando na mente de uma menina desde o seu nascimento.
O comandantes dessa mente infantil são: A Alegria, que claramente é a líder, a tristeza, a nojinho, o medo e a raiva.
Cada um desses personagens tem um papel na personalidade da menina, sendo a Alegria a personagem mais ativa e preocupada, ela quer sempre que a menina esteja feliz o tempo inteiro.

O bacana é que começamos a pensar que ninguém pode ser feliz o tempo inteiro, certo? 

Eles também controlam as memórias da menina e algumas delas são memórias tão importantes que constroem "ilhas". Essas ilhas nada mais são do que traços da personalidade da menina.
A animação segue seu curso e a Alegria se vê sozinha com a Tristeza, a quem ela sempre desprezou, em uma aventura e aos poucos ela descobre a importância da Tristeza na vida da menina, nos fazendo refletir o quão bem os sentimentos precisam estar equilibrados para nossa saúde mental.

Vemos também que de acordo com o amadurecimento da menina, as memórias vão saindo com um misto dos sentimentos. Entendi isso como algo harmonioso, como se seus sentimentos estivessem em sintonia lhe causando certa saúde mental, o que não acontecia quando eles estavam competindo por espaço.

Agora Daytripper
Daytripper é uma HQ de autoria nacional. Me atrevo a dizer que foi a melhor HQ que eu já li na vida!
Bom... Ela conta a história de vida de um jornalista e a cada capítulo encerra uma fase da vida dele.

Agora a forma como esses capítulos são encerrados e sensacional e não posso contar pra não dar spoilers, mas é muito bom.
Diferente de Divertida Mente, Daytripper é uma história voltada mais para o público adulto, é preciso certa sensibilidade para entender a história e como aquela série de acontecimentos culminam na formação da personalidade do jornalista.
A arte é impecável também, assim como a diagramação da HQ. Recomendo a todos que curtem histórias com significados mais profundos.



O que essas duas histórias tem em comum?
Bom, cada uma a sua forma, nos mostra o quão nossas experiências são responsáveis pela nossa visão de mundo e os traços da nossa personalidade.
Somos, assim, a soma de nossas experiências e influenciados pelo meio em que vivemos.
De acordo com nosso amadurecimento passamos a entender melhor nossos sentimentos e a lidar com eles, entendendo que todos são importantes, por mais que achemos, às vezes, que a felicidade deveria ser a estrela central de nossas vidas.
Achei bem legal também que, por vezes, uma dose de tristeza aguça a criatividade e a arte.

Enfim... Quem conhece essas histórias não deixe de dizer se concorda ou não. Quais as lições que tiraram delas? Recomendam?

Estou sempre em busca de histórias com significados, então estou aberta a sugestões também.

bjsss


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Regresso

Olá Psicos!

Hoje vamos falar sobre esse filme tão impactante.

É só dar play para assistir as nossas considerações.
Não se esqueçam de se inscrever no canal -> Diário de Uma Psicopedagoga


O texto para quem é de texto...

O que mais prezo em uma história, seja em livros, séries ou filmes, são as motivações.
Sim... Pra mim, os personagens precisam ter motivos plausíveis para suas ações e eis que "O Regresso" nos regala com uma história onde motivação é um artigo em abundância.


Então vamos focar a postagem nas motivações dos personagens embasando suas ações.

OBS: NÃO daremos spoilers, o que falaremos aqui pode até ser visto de forma mais sucinta no trailer.


Motivação 1: Glass, personagem do Leonardo DiCaprio, tem um filho mestiço. A mãe do rapaz, sim ele já é praticamente um homem, foi assassinada. Ela era indígena.
O DiCaprio cuida com todo o afinco do filho e tenta mantê-lo em segurança, já que o preconceito era grande com os indígenas e o homem branco estava literalmente tomando o lugar.
Eles estão com um grupo que caça afim de obter peles para vender.
Acontece que um desses caras da caça encrespa para o lado do Glass e do filho. Ali começamos a perceber que o vilão é um covarde e age motivado pela AMBIÇÃO.

Motivação 2: Quando Glass é atacado por um urso e contra todas as estatísticas, ele sobrevive, os homens da caça o carregam pela floresta, mas não é uma tarefa fácil, já que ele não consegue andar, falar nem fornecer qualquer tipo de ajuda. Então os homens o deixam para traz sob os cuidados de uma pequena comitiva que consiste no filho e mais dois homens, um deles é o tal ambicioso.
Como mostrado no trailer, esse homem assassina o filho do Glass em um momento de COVARDIA.



Motivação 3: Novamente contra todas as estatísticas, Glass se recupera, o melhor que pode, sozinho no meio da floresta e tendo ainda a preocupação dos indígenas perseguindo qualquer homem branco que encontrem pelo caminho. Ele começa então sua saga pela VINGANÇA do assassino de seu filho.

Motivação 4: Existe um personagem, que não vou falar quem é pra não dar spoiler, que representa o telespectador, pelo menos a maioria. Ele age movido pelo MEDO, sabe que está tomando as atitudes erradas, mas o medo de morrer o faz seguir em frente. Não consegui julgar esse personagem, me perguntei várias vezes se teria feito diferente no lugar dele e não consigo encontrar uma resposta confortável.

O Regresso foi um filme que me tirou da zona de conforto. Com cenas agoniantes e dilemas como a questão do índio que teve sua terra invadida e a questão da busca pela sobrevivência.

Estou fortemente na torcida para que o Leonardo DiCaprio ganhe o Oscar esse ano, pois ele esteve incrível nesse filme.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O Príncipe dos Canalhas | Como se formam os canalhas

Olá Psicos!

Gente, hoje eu trago a resenha de O Príncipe dos Canalhas. Segue o vídeo para quem curte a mídia. A maioria das coisas que expus estão no prólogo do livro, então não precisam se preocupar muito com spoiler.

Agora vamos ao texto para quem é de texto.

Eu não poderia fazer a resenha desse livro sem antes comentar o prólogo, onde vi toda a fundamentação da personalidade de Sebastian Ballister. Então relaxe com spoilers, a maioria das minhas observações estão no prólogo.



Sebastian Ballister
Sebastian é filho de uma menina de 17 anos com um homem de 42 anos.
O pai de Sebastian fica viúvo e perde todos os herdeiros para o tifo, doença que matava muito na época.

Ele se vê na obrigação de se casar novamente e gerar novos herdeiros, então escolhe uma jovem italiana, indo contra o que todos esperavam.
Acontece que essa jovem de 17 anos logo se mostra de uma personalidade alegre demais, impulsiva demais e um homem de 42 anos não pode suportar a fogosidade da esposa de 17 anos na cama.

Sendo assim, ele apenas faz sexo com a esposa até engravidá-la e assim Sebastian é gerado. Nunca mais o pai visitou a cama da mãe ou lhe deu qualquer tipo de afeto.

Sebastian nasce e o pai o vê como o próprio filho do demônio, tendo em vista os padrões de beleza da época, um nariz adunco e feições fortes não combinavam com traços infantis.

O único afeto que o pequeno Sebastian tinha vinha da mãe, isso significa uma mulher deprimida e rejeitada pelo marido.

Quando Sebastian tem 8 anos, a mãe foge com um homem qualquer e não leva o pequeno filho junto. Acredito que é aí que começou a se formar o Príncipe dos canalhas. Uma criança não é capaz de entender que a mãe na verdade vivia um conflito e não podia levá-lo em uma aventura que nem ela mesma sabia se poderia sobreviver.

OBS: Essas questões da mãe dele abrem muitas discussões, mas vou deixar aqui apenas os fatos expostos.

Rejeitado pelo pai em um colégio interno ele sofre bullying por ter uma aparência diferente dos demais meninos, mas logo descobre que se ele for mais forte e se for ELE a cometer o bullying primeiro, os outros meninos passam a respeitá-lo.

E assim, Sebastian começa a angariar seguidores e fazer "amigos". Ele cresce, herda as propriedades do pai e suas dívidas também, mas com sua inteligencia e forte personalidade, ele consegue colocar tudo nos eixos.
Assim se formou um homem que não se apaixona, não se envolve com damas da sociedade que possam lhe exigir algo mais, não se importa com mais ninguém além de si mesmo.

Jéssica
Ela é uma mulher incrível, sofre grande influência da vó que, para mim, é uma feminista da época, mas reconhece suas limitações. Jéssica tem um plano, ela quer abrir a própria lojinha para não depender do irmão financeiramente.

Jéssica chega a França com a intenção de libertar o irmão, que controla as humildes finanças da família, da influência de Sebastian.
Bertie é um dos seguidores que Sebastian adquiriu e tenta acompanhar o ritmo do Príncipe dos Canalhas nas urgias e jogatinas.

E é assim que eles se conhecem e começam sua pequena disputa embalada por um romance muito bem construído, que trata de questões profundas e que, apesar de ser um romance de época, fala de problemas que eu considero muito atuais, como a questão do machismo e a afetividade como fator importante na formação da criança.




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Sob um olhar Psicopedagógico #08 - A 5ª Onda

Olá Psicos!

Vamos conversar sobre essa história que está fresquinha nos cinemas?


Para que for assistir ao vídeo, fique atento aos spoiler, nós avisamos quando eles forem começar...
Não se esqueçam de se inscrever no nosso canal! Diário de uma psicopedagoga


O texto para quem é de texto....

Eu e o Sr. Bouças fomos assistir A 5ª Onda por uma leve pressão do nosso editor de vídeos, vulgo meu irmão, e não podíamos ter nos divertidos mais.

A bem da verdade, não foi um filme que curtimos, mas foi bem divertido porque fomos com a família e rimos bastante.

Não estou criticando a história, li 50% do livro e devo dizer que não estou no momento para histórias desse tipo. Encontrei muitos elementos clichês de histórias adolescentes e isso me cansou, pois já estou um pouco saturada do estilo.

De forma alguma isso significa que a história é ruim, eu apenas não estou no momento certo para ela, então se você curtiu, que bom! Se você não curtiu, que bom também porque uma experiência é sempre uma experiência.

A 5ª Onda conta a história de uma invasão alienígena ao planeta Terra. Essa invasão acontece em ondas e nesse primeiro momento NÃO vou dar spoiler, ok?

A primeira onda foi algo bem sagaz dos alienígenas, mas poucos morreram, apesar dos sobreviventes terem perdido sua zona de conforto.

A segunda onda foi brutal, matou muitos, mas foi bemmmm clichê.

A terceira onda foi uma espécie de ataque biológico e dizimou 2/3 dos humanos do planeta.

A quarta onda, que para mim foi a melhor, tocou fortemente no psicológico daqueles que sobraram e ela poderia ser o fim, mas é aí que começa minha análise na falha de raciocínio dos alienígenas.

A quinta onda é o mistério da história. Eu, particularmente, achei a quinta onda péssima, foi uma falha na estratégia dos aliens e acredito que eles deram um tiro no pé com isso. O Sr. Bouças discorda de mim e acha que foi uma excelente estratégia. Só vocês assistindo o filme ou lendo o livro para saber se concordam comigo ou com ele.

Para falar mais sobre o filme eu preciso dar alguns spoilers, então se você ainda não leu ou não assistiu ou não quer spoiler, bjsssss e quando quiser pode voltar para ler o resto. Nossa análise será sobre os alienígenas de A 5ª Onda.

SPOILERS

Não vou detalhar as primeiras 4 ondas, mas vamos conversar sobre a 5ª Onda.
Gente... Pra que dar treinamento militar para crianças quando os aliens tem tecnologia suficiente para exterminar os humanos restantes sem ter esse trabalho todo?

Eu achei uma estratégia muito furada isso, eles ensinaram as crianças a lutarem e não pensaram que elas podiam se voltar contra eles?

Outra grande falha de raciocínio deles, pra mim, foi não terem acreditado no poder da empatia. O personagem do Evan tá aí para provar isso, além de sofrer de dupla personalidade, pois claramente ele detém duas, a alienígena e a humana, o Evan é fortemente atingido pela empatia que é totalmente desconsiderada pelos alienígenas.

Isso me faz pensar no quanto subestimamos a afetividade e o quão importante isso é para a formação do caráter de uma pessoa.

Então nós analisamos essa falha no raciocínio dos alienígenas que começaram com uma excelente estratégia militar, mas acabaram por subjugar seus oponentes e isso pode ocasionar a derrota deles.

Só mais uma coisa... Quando o filme terminou eu tive a impressão de ter visto muitos detalhes semelhantes ao filme A hospedeira. Alguém que tenha assistido também ficou com essa impressão?

Beijosssss e até a próxima.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Mas... O que é uma resenha?

Oi meu amores...



O post de hoje é para esclarecer algo muito importante... O que é uma resenha?


Recentemente recebi uma crítica de que o que eu faço aqui no blog não é resenha. Vou deixar a definição de resenha aqui para que possamos entender melhor, já que como blogueira eu leio muitas resenhas todos os dias e acredito que essa seja a realidade de muitos leitores desse blog.


Resenha é uma abordagem para a construção de relações entre as propriedades de um determinado objeto,  analisando-o, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. Resenha também é um texto que serve para apresentar outro, que seja desconhecido do leitor.

No jornalismo, resenha é utilizado como forma de prestação de serviço, é um texto de origem opinativa que reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o que está sendo analisado. O objeto da resenha pode ser de qualquer natureza: um filme, livro, álbum, peça de teatro ou até mesmo um jogo de futebol, e pode ser uma resenha descritiva ou crítica. Para apresentar uma resenha é importante dar uma ideia resumida dos assuntos tratados, apresentar o maior número de informações sobre o trabalho, para dar ao leitor os requisitos mínimos para que ele se oriente.

Fonte: http://www.significados.com.br/
Quem não confia nessa fonte o mestre Google tem uma quantidade excelente de fontes que falam basicamente a mesma coisa.
Por que estou colocando isso aqui? 
Porque acho muito válido críticas, quando construtivas, mas tem gente que passa dos limites. 

Por mim tudo bem acharem chato minhas resenhas cheias de análises de personagens, mas isso é uma opinião pessoal e não pode ser generalizada nem mesmo dizer que minhas resenhas não são resenhas. 

Notem que dei ênfase em Análise na descrição, pois foi justamente disso que reclamaram.
Para quem ainda não conhece meu blog e quer ter uma noção do que estou falando vou deixar algumas resenhas listadas aqui.

Sob um olhar psicopedagógico #01 - Sheldon Cooper
Sob um olhar Psicopedagógico #02 - Ted Mosby
Sob um olhar Psicopedagógico #04 - Tony Stark
O que aprendi com Colin Bridgerton
Quarto - Emma Donoghue


Eu sou psicopedagoga e tento sempre trazer um olhar diferenciado sobre o que estou resenhando. Você pode gostar disso ou não, assim como não gosto de algumas resenhas que leio, ou porque acho chata, mal escrita, vaga, longa demais ou porque acho mais do mesmo, seja o motivo que for, se não gosto, ao menos eu respeito.
E para quem não está entendendo porque me dou ao trabalho de escrever tudo isso aqui, bom... Se eu não respondesse, não seria eu.
Acho que respeito tem que vir antes de qualquer coisa e como deletaram minha resposta onde o comentário foi realizado, estou postando no meu blog onde ninguém pode apagar.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Quarto - Emma Donoghue

Oi gente!
Hoje vou falar sobre um livro que mexeu muito comigo e com o qual eu aprendi muito.
Como sempre, eu fiz um vídeo sobre o assunto, mas vou deixar o resumo do mesmo por aqui.

Resumo da história: Quarto é o livro que conta a história de um menino de cinco anos chamado Jack. Ele mora em um pequeno quarto com a mãe, a qual ele não sabe o nome, e acredita que o "Quarto" é todo o mundo.
Acontece que a mãe do Jack construiu uma história para amenizar a realidade deles. Para o Jack só existe o quarto e as coisas da TV são de outro planeta, dessa forma ele não sofre com tudo o que está perdendo do mundo.


Para a mãe do Jack a realidade é bem diferente... Ela foi sequestrada e está em cativeiro sendo violentada quase que diariamente por 7 anos.
A história começa no aniversário de 5 anos do Jack, então ele é fruto da violência que ela sofre, mas ela é uma mãe muito amorosa.

No livro acompanhamos o dia a dia deles e a sua fuga do cativeiro, que é protagonizada pelo corajoso Jack.


Bom... Fora ter me emocionado muito com a história e ter lido o livro em pouco mais de 1 dia. Eu não podia deixar de puxar sardinha para a minha área de atuação, né?

Vamos lá... A Mãe do Jack cria todo esse universo para ele e ela se preocupa com a alimentação, o bem estar físico e cognitivo do Jack. Então ela o ensina a ler e contar e soletrar e muitas outras coisas. Ele é um menino muito esperto e sabe muitas coisas.

Como o quarto é um espaço pequeno, quando eles saem, o Jack começa  apresentar problemas motores. Ele esbarra em tudo e cai com frequência. Isso é o resultado de ter crescido em um lugar pequeno. Ele não desenvolveu noções de espaço, mas isso pode ser concertado com o tempo.

Sobre o aspecto social... O Jack detesta que outras pessoas, além da Mãe, encostem nele. Ele também encontra muita dificuldade para falar com outras pessoas.
A mãe do Jack também encontra desafios nesse sentido. Se passaram 7 anos, são 7 anos de violência e isolamento e as pessoas mudaram, o mundo mudou e ela também.

Também tem a parte da mídia tocando um terror psicológico...

No livro eles falam sobre algo muito interessante também que é a plasticidade cerebral. Isso quer dizer que o cérebro tem a capacidade a se adaptar a funções. 
Ex: Pessoas que perdem a fala podem adaptar outra área do cérebro para reaprender a falar.

Ah sim... O sequestrador é um caso a parte, ele age com frieza e planejamento de todas as suas ações. Não acredito que ele seja um psicopata, mas ele pode apresentar algum grau de sociopatia, mas não temos informações suficientes no livro para afirmar nada.


Pra quem está com medo de ler por ser uma história pesada... Não fique.
Quem conta a história toda é o Jack. Então apesar de todo o drama o enxergamos pelos olhos de uma criança de 5 anos.
Isso foi muito legal para mim, pois apesar dele ter me irritado quando fazia pirraça, me ajudou a entender como a mente infantil processava algumas informações.

O filme foi lançado nos EUA no ano passado, eu assisti logo depois de ler o livro. 
Ele será lançado aqui no Brasil esse ano.

Bom... Para quem gosta de vídeos... Eu fiz um explicando tudo isso que eu falei.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Sob um olhar psicopedagógico #05 - Os Delírios de Lauren Oliver

Oi meu amores!

O sob um olhar psicopedagógico de hoje vai ser um pouco diferente.

Não falaremos de um personagem, mas sim da distopia criada pela autora Lauren Oliver.


Essa história é contada em 3 livros.




Em uma sociedade onde o amor é considerado uma doença e somente uma cirurgia sofrida aos 18 anos pode trazer a cura para esse mal, como ficam as questões da afetividade?

A intenção do post não é contar a história da trilogia, mas sim trazer o questionamento sobre esse universo tão diferente criado pela Oliver.

Quando eles retiram a capacidade do ser humano de amar, não estão apenas refreando os sentimentos no sentido romântico da coisa, mas também o afeto em toda sua plenitude.

Como seria se os pais não amassem seus filhos? Se as pessoas não amassem os animais, as plantas e todos os tipos de coisas?

O interessante é que um sentimento que sempre prevalece nessa história é o medo.

Um sistema onde as massas são manipuladas e as classes sociais mantidas meticulosamente, onde as pessoas são pareadas de acordo com suas posses. Interessante, não?

E como essas questões de afetividade influenciam no desenvolvimento acadêmico do ser humano?

Quem nunca sofreu por amor e tirou uma nota baixa ou fez uma besteira por não estar pensando direito?
Falamos sobre tudo isso e um pouco mais no vídeo. Espero que gostem e se não puder assistir o vídeo, quais seriam suas respostas para essas perguntas?

OBS: Eu não gosto dos personagens dessa história, nem sou muito fã da escrita da autora, mas achei sensacional a distopia que ela criou.

SE VOCÊ GOSTA DOS NOSSOS VÍDEOS, NÃO SE ESQUEÇA DE SE INSCREVER NO NOSSO CANAL! ACESSE - > Diário de uma psicopedagoga.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O que aprendi com Colin Bridgerton

Oi genteee!!!

Hoje resolvi falar sobre um personagem da Julia Quinn.

Colin Bridgerton


A primeira vez que li o livro Os Segredos de Colin, fiquei encantada pelo romance. Foi, para mim, o melhor livro que li da Julia Quinn até o momento.

Chegando no fim deste ano de 2015 me deu aquela vontade de reler o livro e então eu comecei a ver a história sobre uma nova perceptiva.

OBS: Se quiser assistir o vídeo é só ir direto para o final do post, tudo o que eu escrevi está no vídeo.

Vamos então a um resumo do vídeo: O que aprendi com Colin Bridgerton
Para quem preferir ler do que assistir o vídeo...

O Colin é esse cara super carismático por quem todos caem de amores. Ele é descrito como um homem lindo e cativante e de um senso de humor muito jovial.

Ele vem de uma família de 8 irmãos, sendo ele o terceiro dos homens. O mais velho é o Antony que herdou o título de Visconde do pai, o segundo é o Benedict, que se tornou pintor e tem seus quadros expostos em grandes galerias.

Sendo assim, o Colin começa a se questionar sobre seu próprio legado, não que ele tenha problemas financeiros. Antony cuida muito bem da fortuna da família, mas ele quer ter algo para chamar de seu, de sua autoria, sua crianção.

E é aí que eu aprendi com o Colin.
O cara é gato, rico, charmoso, simpático, bem visto pela sociedade e mesmo assim não está satisfeito...
Isso faz dele mimado?
Ao meu ver não, isso faz dele um homem empreendedor que mesmo estando em uma situação de conforto quer ser algo a mais na vida.

E quantas pessoas tem muito menos do que ele e se contentam com uma vidinha mais ou menos?
Ta aí o Colin para mostrar que são pessoas como ele que movem o mundo...

Sem contar o romance dele com a Penelope que foi muito bom, achei esse livro menos carregado de drama do que os anteriores da série. Gostei de todos, mas Os Segredos de Colin Bridgerton ganhou lugar especial. :)

Para quem quiser entender melhor o que estou falando é só dar play no vídeo.
Beijosss


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O Clube do Imperador

O Clube do Imperador




Hoje vamos falar sobre um filme que eu assisti antes de resolver seguir carreira na docência...

O filme conta a história de uma escola de elite, onde estudam os filhos de grandes empresários e políticos americanos.
O personagem principal é o professor de história, um homem metódico e centrado que leva os meninos na linha e é apaixonado por sua profissão.

Tudo vai muito bem até que chega um novo aluno, um menino rebelde que atiça as outras crianças a agirem da mesma forma irreverente que ele.

O professor, toma este pequeno arruaceiro como um desafio e aos poucos conquista a atenção do menino que passa a estudar com afinco para um concurso da escola.

Esse filme é bem antigo, mas não vou me estender mais na história para não dar spoiler. 

Posso dizer que apesar dos pesares, o professor aprendeu muito com seus alunos...

É um excelente filme sobre superação e amor a profissão.


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