Olá psicos!
Saudades desse espaço, então para reinaugurar esse cantinho tão amado, vou dar 3 dicas para você empreender no seu consultório.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa!
1- Conheça sua clientela
O mais importante aqui, é saber o poder aquisitivo e o grau de interesse da população na região em que você deseja atuar. Faça uma pesquisa de campo com profissionais que já atuem na sua região.
2- Encontre parceiros
Fechar parcerias com fonos e psicólogos gera network e confiabilidade do seu trabalho.
3- Ofereça palestras nas escolas
As escolas são suas principais aliadas, ofereça palestras para os pais conhecerem o seu trabalho, assim a escola ganha e você ganha com indicações.
Agora é dar aquele passo com o pé direito e mãos a obra!
Não se esqueçam de me seguir no instagram e curtir a minha página no face!!!!
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quarta-feira, 8 de maio de 2019
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
O uso de Metilfenidato no tratamento de crianças e adolescentes com Dislexia e TDAH
Clay BritesNeuropediatra
Doutorando em Ciências Médicas (UNICAMP)
Integrante do DISAPRE-UNICAMP
Speaker e co-fundador da Neurosaber
Doutorando em Ciências Médicas (UNICAMP)
Integrante do DISAPRE-UNICAMP
Speaker e co-fundador da Neurosaber
O metilfenidato (Ritalina, Ritalina LA e Concerta) é uma medicação psicoestimulante que age aumentando os níveis de dopamina e noradrenalina em suas respectivas vias neuronais e tem o efeito de aumentar a atenção seletiva e sustentada e a memorização de pacientes com TDAH. Não é um calmante, nem tranquilizante, nem serve para acalmar quem o usa, mas sim para elevar o nível de alerta e foco em atividades que exigem mais esforço mental, nos quais estas crianças e adolescentes apresentam significativa dificuldade.
Os guidelines e os protocolos internacionais recomendam o uso desta medicação como estratégia de primeira linha no tratamento farmacológico do TDAH1. As pesquisas e acúmulo de evidências mostrando sua eficácia e segurança a médio e longo prazos além da experiência de especialistas da área que o recomendam pelos mesmos motivos de segurança observados na prática clínica.
A associação entre Dislexia e TDAH é comum e pode ocorrer em 60% dos disléxicos. Entre os portadores de TDAH, 15-20% apresentam Dislexia e até 40% destes pacientes tem significativas dificuldades de compreensão de leitura, pobreza na produção textual e inabilidade de planejar e organizar atividades que envolvem leitura, escrita e matemática. Apesar da ciência e as evidências mostrarem que o metilfenidato não apresenta efeito significativo na Dislexia, muitos pesquisadores vem indicando seu benefício significativo naqueles disléxicos que apresentam também TDAH do tipo desatento ou combinado2.
Em artigo publicado recentemente no Journal of Learning Disabilities por grupo de pesquisa de referência em TDAH com Transtornos de Aprendizagem liderada por Rosemary Tannock, esta autora e seus colaboradores mostraram neste estudo com 65 crianças de 7 a 11 anos, portadoras de TDAH e Dislexia, que a associação de intervenções de programas de remedição fonológica com o metilfenidato comparado ao uso de placebo com estas intervenções mostrou-se mais eficaz e com resultados mais amplos na recuperação das dificuldades de leitura e na evolução do tratamento interventivo. A pesquisa concluiu que o uso do metilfenidato é promissora neste grupo de pacientes e pode ser uma estratégia mais indicada e significativa para auxiliar na condução interdisciplinar2.
Este resultado corrobora com as evidências que vem sendo publicadas desde os anos 90 mostrando que a medicação vem ajudando (e muito) a melhorar a evolução escolar em crianças com TDAH não-disléxicos, mas que tem problemas fonológicos, de compreensão de leitura, de memorização de segmentos textuais e naqueles que não conseguem analisar e sintetizar informações nas atividades escritas reduzindo riscos de repetência, evasão e abandono escolar3.
Para mais informações, as referências e os links:
1) Pastura G, Mattos P. Efeitos colaterais do metilfenidato. Rev. Psiq. Clín. 31 (2);100-104, 2004. (link para acessar. )
2) Tannock R e cols. Combined modality intervention for ADHD with comorbid reading disorders : a proof of concept study. J Learn Dis 2016; 1-18.
3) Barbaresi W. J., Katusic S. K., Colligan R. C., Weaver A. L., Jacobsen S. J. (2007). Modifiers of long-term school outcomes for children with attention-deficit/hyperactivity disorder: Does treatment with stimulant medication make a difference? Results from a population-based study. Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, 28(4), 274–287.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Pedagogia e psicanálise não devem se misturar
Segundo a pscicanalista Melanie Klein, práticas devem ser guiadas por profissionais diferentes.
A discussão a respeito da posição de quem trata crianças – se é educador ou analista – existe desde os primórdios da psicanálise, causando debates teóricos acalorados. Melanie Klein (1882-1960) teve um posicionamento radicalmente contrário à ideia de “comunhão” entre psicanálise da criança e educação. Acreditava que a análise de crianças não diferia em quase nada da análise de adultos. Buscava eliminar qualquer intervenção pedagógica de seus atendimentos. Considerava que psicanálise e educação eram processos absolutamente distintos, que deviam coexistir, mas orientados por pessoas diferentes.
Em sua primeira comunicação pública, na Conferência da Sociedade Húngara de Psicanálise, em 1919, Melanie Klein apresentou o trabalho “Influência do esclarecimento sexual e o afrouxamento da autoridade no desenvolvimento intelectual das crianças” como tentativa de substituir a “educação tradicional” de Fritz, 5 anos (seu primeiro caso, que na realidade era seu filho Erich), por uma “educação psicanalítica”. Criticou a educação tradicional por diminuir a inteligência e a capacidade criadora das crianças. Também dizia que esse tipo de educação impunha a ideia de Deus e a repressão sexual, envolvendo a sexualidade infantil nos “véus do segredo, da falsidade e do perigo” e cobrindo-a de mistério.
No começo de 1924, apresentou uma comunicação altamente controvertida sobre a psicanálise de crianças pequenas, na qual começava a questionar certos aspectos do complexo de Édipo, ideia desenvolvida por Freud. Em 17 de dezembro do mesmo ano, Melanie Klein foi a Viena para fazer uma comunicação sobre a psicanálise de crianças e, nessa ocasião, confrontou-se diretamente com Anna, filha de Freud. O debate estava então aberto, e trataria do que deveria ser a psicanálise de crianças: uma forma nova e aperfeiçoada de pedagogia (posição defendida por Anna Freud) ou a oportunidade de uma exploração psicanalítica do funcionamento psíquico desde o nascimento (como queria Melanie Klein).
Mudando-se para Londres, Melanie experimentou suas teorias, tratando dos filhos perturbados de alguns de seus colegas. Sua personalidade invasiva provocou à sua volta paixões e repulsas. Em março de 1927, Anna Freud fez uma comunicação ao grupo berlinense, que constituiu um verdadeiro ataque às teses kleinianas. Houve críticas a Anna, e Freud irritou-se. A discordância entre ambas não parava de crescer: Anna circunscrevia a análise de crianças apenas como extensão do mal-estar de seus pais, enquanto Melanie via a criança de forma autônoma, tanto em sua demanda quanto em seu tratamento.
Construções e transformações
Para Klein, durante a análise de uma criança, devia-se explorar a relação desta com seus pais em profundidade, sendo desnecessário e mesmo incompatível que o analista exercesse qualquer influência educativa. Encarava o papel dos pais da “realidade” de forma bastante diferente dos pais internalizados pela criança, postulando que as imagens destes, mesmo em crianças pequenas, já sofreram distorções e transformações.
A base técnica de Melanie Klein era a mesma utilizada com adultos: a criança podia expressar-se associando os assuntos e as palavras livremente. Para sustentar a posição do analista, Klein defendia que sua função deveria se afastar das tarefas do educador que, muitas vezes, se ocupava em proibir e tolher, enquanto a do analista deveria concentrar-se em permitir e liberar certos comportamentos, sobretudo por meio dos jogos e das brincadeiras.
Klein afirmava que era preciso educar as crianças com o mínimo de repressão de sua sexualidade e protegê-las dos “perigos da ignorância” por meio do esclarecimento. Assim é a educação que ela buscava realizar com Fritz (Erich, seu filho): uma educação baseada sobre a “franqueza irrestrita”, capaz de liberar e satisfazer sua curiosidade, agindo contra a repressão e a inibição de sua capacidade intelectual. Suas perguntas sobre o nascimento das crianças eram respondidas com absoluta veracidade e, quando necessário, numa base científica apropriada ao seu desenvolvimento, mas tão breve quanto possível.
Nesse primeiro momento, em 1919, a educação psicanalítica deveria combater ainda a onipotência em todas as suas frentes: a ideia de Deus, os contos, as fantasias e tudo o que manifestasse a “megalomania incurável do ser humano” – pesada ameaça que pairava sobre o pensamento e que, segundo ela, punha em risco o desenvolvimento intelectual e a aprendizagem.
Já em 1921, no desenvolvimento do caso Fritz-Erich, a proposta de perseguir as fantasias em nome da liberdade de expressão sofreu uma transformação: o objetivo da “educação psicanalítica” passou a ser a “liberação da fantasia”. Essa relação educativa e psicoterápica de Melanie Klein com Fritz-Erich marcou a origem da técnica kleinista da psicanálise das crianças por meio do brincar.
Poderosa chefe de escola
Diversamente do annafreudismo, o kleinismo não foi simples corrente. Constituiu-se como um sistema de pensamento a partir de um mestre (no caso, uma mulher) que modificou inteiramente a doutrina e a clínica freudianas, desenvolvendo novos conceitos e instaurando uma prática original de análise, da qual decorreu um grupo de formação didática diferente da do freudismo clássico.
Melanie Klein e seus sucessores fizeram escola, integrando na psicanálise o tratamento das psicoses (esquizofrenia, casos borderlines, distúrbios da personalidade ou do self), inventando o próprio princípio da psicanálise de crianças (por uma rejeição radical de qualquer pedagogia tradicional) e, por fim, transformando a interrogação freudiana sobre o lugar do pai, sobre o complexo de Édipo e sobre a gênese da neurose e da sexualidade numa investigação da relação arcaica com a mãe, numa evidenciação do ódio primitivo (inveja) e, por último, numa busca da estrutura psicótica (posição depressiva / posição esquizoparanoide), característica de todo sujeito. Assim, os kleinianos inscreveram a loucura na vida de todos os sujeitos humanos.
A história particular de Melanie também foi marcada por intensos conflitos. Em 1932, sua filha Melitta Schmideberg, casada com Walter Schmideberg, amigo da família Freud, tornou-se analista e se afastou de Melanie. A partir de 1933, Melanie Klein passou a sofrer ataques incessantes de Melitta, em público.
Além disso, alguns meses depois da chegada dos Freud a Londres, em 1939, as hostilidades com Klein irromperam efetivamente, provocando a partir daí intensas reuniões públicas para discussões teóricas. Os confrontos assumiram tal intensidade que o pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971), então partidário de Melanie, interrompeu durante a Segunda Guerra uma noite de debates para observar que um ataque aéreo estava ocorrendo e era urgente procurar abrigo – e ninguém havia se dado conta.
Nunca tendo se reconciliado com sua filha Melitta, deixando inacabada uma autobiografia, Melanie Klein morreu de câncer de cólon em Londres, a 22 de setembro de 1960, sem nada perder de seu dinamismo e combatividade intelectual até o final da vida.
Fonte: Revista Educação
APOSTILA DE ATIVIDADES DE CALIGRAFIA – TREINO DA CALIGRAFIA EM PDF
Olá!
Hoje trago para vocês uma apostila de caligrafia, são 56 páginas com atividades para ajudar a treinar a caligrafia. Gostei muito desse material. É bem fácil de usar e de baixar.
Espero que seja útil!
Só clicar no link e baixar em PDF - > Apostila de atividades de caligrafia
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Recusar aluno autista é crime
É um pouco cruel dizer isso, mas o Brasil não é o melhor lugar do mundo para um autista nascer. Hoje enfrentamos um problema que chega a ser absurdo: a recusa de vagas para crianças autistas em algumas escolas de ensino regular.
A recusa de um aluno com deficiência em uma escola regular é passível de condenação. O Estado assegura o direito de qualquer criança frequentar o ensino regular. Dessa forma, caso haja qualquer tipo de infração com relação à aceitação, os envolvidos podem entrar em contato com a Secretaria de Educação e, caso não haja uma justificativa consistente para tal ato, deve haver um processo judicial.
Nesse sentido, prevê o artigo 8º da lei nº 7.853/1989: Art. 8º – Constitui crime punível com reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa: I – recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta.
Embora a recusa de vagas às crianças autistas possa ser punida tanto civilmente (dano moral) quanto penalmente, a efetividade de tal direito esbarra muitas vezes na dificuldade de comprovar a recusa. Ocorre que, muitas vezes, as escolas procuram fazer uma exclusão velada da criança autista e, ao invés de revelarem abertamente que não a querem receber, acusam não haver vaga disponível. Nesses casos, fica muito mais difícil configurar a prova de que o aluno não foi aceito por ser autista. Como comprovar que havia vaga quando você procurou a escola e esta ainda não sabia que seu filho era autista?
É por isso que recomendo pleitear a vaga sem informar ao colégio sobre a patologia da criança. Apenas após a vaga estar disponível, procurar a escola para conversar sobre as condições especiais da criança. Ainda é muito importante sempre documentar os contatos realizados com o colégio.
Agora falemos de outro detalhe! Recorrendo ao judiciário, pode-se conseguir que seja efetivada, por ordem judicial, a realização de matrícula da criança em rede de ensino que se recusou a fazê-lo em virtude de a criança ser autista. Porém, nesse ponto me questiono: Será que conseguiria ficar tranquila com minha filha matriculada em uma escola que sequer quer recebê-la? É uma questão de enfrentamento difícil no âmbito pessoal. Porém eu, como mãe, apenas entraria pedindo dano moral na esfera cível, sem pleitear ordem judicial que obrigue a escola a efetivar a matrícula (mas essa é apenas o que eu, mãe, faria). Isso além, é claro, de denunciar penalmente a criminosa instituição que negou a matrícula.
É importante que informemos mais e mais pessoas sobre os direitos de nossas crianças autistas. Apenas com informação conseguiremos coibir ações ilícitas praticadas por tantas escolas. Conto com você para difundir essa informação! Ou melhor, os autistas contam com você para difundir essa informação!
Fonte: Gazeta do Povo| Escrito por Hanna Baptista
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Por que a criança se dispersa tanto?
A resposta você confere neste post, que traz reflexões interessantes sobre a importância de os educadores conhecerem os achados científicos sobre a relação do cérebro infantil com a aprendizagem.
A revista Neuroeducação publicou uma entrevista com a especialista Leonor Bezerra Guerra, coordenadora do Projeto NeuroEduca, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que tem como objetivo divulgar conhecimentos em neurociência para profissionais da área da educação.
O que ela traz são conclusões de estudos científicos sobre os ritmos de aprendizagem e como eles também se relacionam com a maturidade do cérebro. “Crianças e adolescentes não sustentam a atenção da mesma forma que um adulto. E há uma base neurobiológica para isso. Até o início da vida adulta, o córtex pré-frontal, a parte mais anterior do cérebro, responsável por inibir alguns comportamentos, ainda não está completamente formado. Assim, é mais difícil manter-se concentrado em assuntos que, ao menos naquele momento, não parecem tão relevantes”, afirma.
Ter tais conhecimentos sobre esses aspectos, assim como saber qual a influência dos estímulos externos na arquitetura do cérebro, é algo essencial ao educador que, na sala de aula, interage com seus alunos na expectativa de que retenham novos conteúdos.
“Hoje vários cursos (de pedagogia) já têm em sua matriz curricular disciplinas que relacionam cérebro e aprendizagem, mas o tema ainda não é frequente na formação inicial do educador. O ideal seria todo estudante de pedagogia e licenciatura ter como conteúdos obrigatórios, fundamentos neurobiológicos da aprendizagem e bases da psicologia cognitiva e comportamental. É importante reconhecer que o processo de aprendizagem é biológico, mas que depende fundamentalmente da interação com o ambiente. Esse dado valoriza o aspecto social da aprendizagem: o sistema nervoso se remodela a partir da interação do indivíduo com o meio”, explica.
A neurociência é uma aliada importante da aprendizagem, mas é preciso fazer a ponte entre o educador, que está na sala de aula, e o neurocientista, que atua no laboratório. Nesse sentido, é importante buscar novos conhecimentos para a prática cotidiana. Uma publicação que traz boas reflexões é “O impacto do desenvolvimento na Primeira Infância sobre a aprendizagem”, um estudo interessante que mostra o potencial do cérebro nos primeiros anos de vida, a influência do ambiente externo para moldá-lo e como tudo isso pode impactar o aprendizado da criança.
A publicação foi desenvolvida por especialistas do Núcleo Ciência pela Infância (NCPI) em uma linguagem acessível e didática para educadores e pessoas interessadas no tema.
Basta clicar aqui para fazer o download gratuito e ampliar seus conhecimentos sobre a neurociência, transformando-os em atividades práticas para o seu dia a dia de educador.
Fonte: Desenvolvimento Infantil
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Beatriz de Paula Souza: "Alunos defasados em leitura e escrita não são disléxicos"
Psicóloga e mestre em psicologia escolar explica por que dislexia é uma doença inventada.
Beatriz de Paula Souza Psicóloga e mestre em Psicologia Escolar, é coordenadora do Serviço de Orientação à Queixa Escolar, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), e membro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade
Beatriz de Paula Souza Psicóloga e mestre em Psicologia Escolar, é coordenadora do Serviço de Orientação à Queixa Escolar, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), e membro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade
Distúrbio de aprendizagem, doença, obstáculo para leitura e escrita e justificativa para o fracasso escolar. Essas são algumas das definições que a dislexia recebe por parte de diversos setores da Educação e da área médica. Embora tenha sido identificada no fim do século 19 e conste da atual Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), até hoje não se chegou a um consenso sobre o que ela é - e se existe.
Enquanto isso, o que se vê são crianças, jovens e adultos com dificuldades na aquisição da leitura e da escrita que seguem a vida rotulados como incapazes de aprender. Cada vez mais, os casos são atestados por laudos que discorrem sobre o comportamento dos indivíduos de modo isolado da realidade escolar deles. Isso se torna mais um impedimento para que a forma como se ensina seja questionada e repensada para atender a todos.
Com mais de 15 anos de experiência, a psicóloga Beatriz de Paula Souza defende que a dislexia de desenvolvimento (diferentemente da decorrente de lesões cerebrais, congênitas ou não) é uma doença inventada.
Qual sua opinião em relação aos diagnósticos de dislexia?
BEATRIZ DE PAULA SOUZA Em tantos anos de trabalho na área de Educação - atuei muito em escolas como psicóloga escolar -, nunca vi uma criança com um problema orgânico que justificasse uma dificuldade específica com a leitura e a escrita, tal como é descrito no quadro de dislexia. Estou há 15 anos no Serviço de Orientação à Queixa Escolar, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), e minha equipe tem recebido muitas crianças e adolescentes com problemas na vida escolar relacionados a leitura e escrita que chegam com laudos assinados por instituições renomadas indicando que são disléxicos. Mas os documentos nunca apontam uma investigação sobre o ensino. Os questionários abordam os alunos e como eles se comportam na escola, mas não indagam que escola é essa. Isso não faz sentido.
Como deveria ser o procedimento então?
BEATRIZ Somente consigo entender determinado comportamento levando em conta a circunstância e o ambiente em que ele emerge. Alunos defasados em leitura e escrita não são disléxicos. Alguns foram castigados por muitos anos enfrentando problemas nos bancos escolares e estão em grande sofrimento por ter recebido o diagnóstico de dislexia. Tornaram-se incrédulos em relação à própria capacidade de aprender. Chegam a tremer quando se aproximam de um texto e querem fugir da situação.
Existem estudos comprovando que é um contrassenso considerar somente o indivíduo em vez de incluir o que e como se ensina a ele?
BEATRIZ Sim. Como exemplo, cito uma situação de investigação realizada por Frank Vellutino (norte-americano, pós-doutor em Psicologia e professor da Universidade de Albany, nos Estados Unidos). Em 1979, ele reuniu dois grupos de adultos: um com pessoas diagnosticadas disléxicas e outro com bons leitores. A ambos foi solicitada a leitura de um material escrito em hebraico, sendo que ninguém ali conhecia aquela língua. O resultado foi que a imagem no cérebro de todos os envolvidos na situação foi igual. Ninguém dominava o instrumento que tinha em mãos.
Enquanto isso, o que se vê são crianças, jovens e adultos com dificuldades na aquisição da leitura e da escrita que seguem a vida rotulados como incapazes de aprender. Cada vez mais, os casos são atestados por laudos que discorrem sobre o comportamento dos indivíduos de modo isolado da realidade escolar deles. Isso se torna mais um impedimento para que a forma como se ensina seja questionada e repensada para atender a todos.
Com mais de 15 anos de experiência, a psicóloga Beatriz de Paula Souza defende que a dislexia de desenvolvimento (diferentemente da decorrente de lesões cerebrais, congênitas ou não) é uma doença inventada.
Qual sua opinião em relação aos diagnósticos de dislexia?
BEATRIZ DE PAULA SOUZA Em tantos anos de trabalho na área de Educação - atuei muito em escolas como psicóloga escolar -, nunca vi uma criança com um problema orgânico que justificasse uma dificuldade específica com a leitura e a escrita, tal como é descrito no quadro de dislexia. Estou há 15 anos no Serviço de Orientação à Queixa Escolar, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), e minha equipe tem recebido muitas crianças e adolescentes com problemas na vida escolar relacionados a leitura e escrita que chegam com laudos assinados por instituições renomadas indicando que são disléxicos. Mas os documentos nunca apontam uma investigação sobre o ensino. Os questionários abordam os alunos e como eles se comportam na escola, mas não indagam que escola é essa. Isso não faz sentido.
Como deveria ser o procedimento então?
BEATRIZ Somente consigo entender determinado comportamento levando em conta a circunstância e o ambiente em que ele emerge. Alunos defasados em leitura e escrita não são disléxicos. Alguns foram castigados por muitos anos enfrentando problemas nos bancos escolares e estão em grande sofrimento por ter recebido o diagnóstico de dislexia. Tornaram-se incrédulos em relação à própria capacidade de aprender. Chegam a tremer quando se aproximam de um texto e querem fugir da situação.
Existem estudos comprovando que é um contrassenso considerar somente o indivíduo em vez de incluir o que e como se ensina a ele?
BEATRIZ Sim. Como exemplo, cito uma situação de investigação realizada por Frank Vellutino (norte-americano, pós-doutor em Psicologia e professor da Universidade de Albany, nos Estados Unidos). Em 1979, ele reuniu dois grupos de adultos: um com pessoas diagnosticadas disléxicas e outro com bons leitores. A ambos foi solicitada a leitura de um material escrito em hebraico, sendo que ninguém ali conhecia aquela língua. O resultado foi que a imagem no cérebro de todos os envolvidos na situação foi igual. Ninguém dominava o instrumento que tinha em mãos.
Por que cada vez mais estão aparecendo diagnósticos de dislexia?
BEATRIZ Esse quadro tem a ver com a patologização da vida normal. Isso está ocorrendo a tal ponto que não nos damos conta de que cada vez mais usamos termos patológicos para estados saudáveis. Não se fala mais: "Como esse menino é cheio de vida, agitado". Diz-se que ele é hiperativo e buscam-se tratamento, remédios. Mas ele não é. Hoje, fala-se em hiperatividade para qualquer coisa, mas é uma doença, coisa séria. Além disso, a indústria da saúde agora explora o mercado das pessoas saudáveis, convencendo-as de que estão doentes. Estima-se que entre 10% e 15% da população mundial seja disléxica, ou seja, três a quatro alunos em uma turma de 30. Se isso for verdade, a espécie humana está em processo de degeneração, condenada. O que me parece mais provável é que estejamos diante de situações normais, porém patologizadas.
Em que situação se encontram os professores diante dos laudos de dislexia?
BEATRIZ A busca pela doença e pelo laudo enfraquece a ação docente, tira das mãos dos educadores a responsabilidade de encontrar caminhos para a superação de dificuldades. Eles são desautorizados como profissionais. Muitos se sentem culpados quando se deparam com alunos que não sabem ler e escrever, mas ficam aliviados quando o laudo é apresentado, anseiam por ele. Assim, podem dizer: "Essa criança não tem jeito, ela tem laudo". Mas há vários professores que se preocupam quando o estudante recebe o diagnóstico. Eles estão lutando para encontrar uma forma de trabalhar com aquele aluno e de repente chega uma suposta autoridade científica dizendo que a função docente vai ser só compensar uma deficiência porque aquela criança nunca vai conseguir aprender, tem um problema que está no corpo. É belo ver pessoas que, mesmo com o laudo em mãos, batalham contra o aprisionamento das crianças e buscam até o apoio de outros profissionais, como psicopedagogos e psicólogos, para reverter a situação. Muitas vezes esses especialistas nem são necessários.
Ainda assim, muitos alunos ditos disléxicos estão na escola, têm acompanhamento psicopedagógico, aulas particulares e não aprendem a ler e escrever. Por quê?
BEATRIZ Mesmo com tanta coisa à volta deles, às vezes ninguém encontrou um caminho para fazer com que aprendessem realmente e criassem um bom vínculo com a leitura e a escrita. Nem todos aprendem do mesmo jeito. Frequentemente, o tratamento para os ditos disléxicos é somente pedagógico.
Os testes realizados para diagnosticar dislexia são eficazes?
BEATRIZ Nunca comprovei o que eles apontam. Está em voga atualmente, por exemplo, o exame de processamento auditivo central. O resultado de uma criança que conheci indicou que tinha dificuldade de discriminar figura e fundo sonoros, ou seja, não demonstrava boa capacidade de se concentrar em determinado som tendo outro junto, ao fundo. Trabalhei com ela e um dia, apesar do imprevisto de haver uma máquina de cortar grama ligada próximo à janela da sala, tudo correu bem e ela se concentrou na conversa. Mas me contou que se sentiu tensa durante o exame em que foi diagnosticada por ter ficado fechada em uma cabine. Assim, não conseguiu desempenhar o seu melhor. O exame também expõe as pessoas a outras situações estranhas, como repetir palavras que não existem.
Como atuar com os ditos disléxicos?
BEATRIZ Trabalhamos com abordagens diversas, com jogos, brinquedos e brincadeiras, e buscamos criar uma relação entre a pessoa e o mundo da leitura e da escrita, desvinculando-o, se necessário, das tarefas escolares se ela se mostra temerosa disso naquele momento. Variamos o modo de ensinar de acordo com as reações apresentadas. Obtemos resultados: as crianças e os jovens aprendem a ler e escrever. E aí dizem que tratamos a dislexia. Minha vez de perguntar: qual era mesmo a doença?
Apesar das questões aqui discutidas e das pesquisas divulgadas, a dislexia está catalogada no CID-10. Como encara isso?
BEATRIZ Acredito que isso deva ser revogado, pois já está em marcha uma revolução na Educação, o início de uma nova maneira de ensinar, que não somente acolhe mas valoriza realmente a heterogeneidade. Minha prática de diversos anos e a literatura científica me dizem que a dislexia de desenvolvimento é uma doença inventada. No passado, a homossexualidade também constava no CID e foi retirada.
BEATRIZ Esse quadro tem a ver com a patologização da vida normal. Isso está ocorrendo a tal ponto que não nos damos conta de que cada vez mais usamos termos patológicos para estados saudáveis. Não se fala mais: "Como esse menino é cheio de vida, agitado". Diz-se que ele é hiperativo e buscam-se tratamento, remédios. Mas ele não é. Hoje, fala-se em hiperatividade para qualquer coisa, mas é uma doença, coisa séria. Além disso, a indústria da saúde agora explora o mercado das pessoas saudáveis, convencendo-as de que estão doentes. Estima-se que entre 10% e 15% da população mundial seja disléxica, ou seja, três a quatro alunos em uma turma de 30. Se isso for verdade, a espécie humana está em processo de degeneração, condenada. O que me parece mais provável é que estejamos diante de situações normais, porém patologizadas.
Em que situação se encontram os professores diante dos laudos de dislexia?
BEATRIZ A busca pela doença e pelo laudo enfraquece a ação docente, tira das mãos dos educadores a responsabilidade de encontrar caminhos para a superação de dificuldades. Eles são desautorizados como profissionais. Muitos se sentem culpados quando se deparam com alunos que não sabem ler e escrever, mas ficam aliviados quando o laudo é apresentado, anseiam por ele. Assim, podem dizer: "Essa criança não tem jeito, ela tem laudo". Mas há vários professores que se preocupam quando o estudante recebe o diagnóstico. Eles estão lutando para encontrar uma forma de trabalhar com aquele aluno e de repente chega uma suposta autoridade científica dizendo que a função docente vai ser só compensar uma deficiência porque aquela criança nunca vai conseguir aprender, tem um problema que está no corpo. É belo ver pessoas que, mesmo com o laudo em mãos, batalham contra o aprisionamento das crianças e buscam até o apoio de outros profissionais, como psicopedagogos e psicólogos, para reverter a situação. Muitas vezes esses especialistas nem são necessários.
Ainda assim, muitos alunos ditos disléxicos estão na escola, têm acompanhamento psicopedagógico, aulas particulares e não aprendem a ler e escrever. Por quê?
BEATRIZ Mesmo com tanta coisa à volta deles, às vezes ninguém encontrou um caminho para fazer com que aprendessem realmente e criassem um bom vínculo com a leitura e a escrita. Nem todos aprendem do mesmo jeito. Frequentemente, o tratamento para os ditos disléxicos é somente pedagógico.
Os testes realizados para diagnosticar dislexia são eficazes?
BEATRIZ Nunca comprovei o que eles apontam. Está em voga atualmente, por exemplo, o exame de processamento auditivo central. O resultado de uma criança que conheci indicou que tinha dificuldade de discriminar figura e fundo sonoros, ou seja, não demonstrava boa capacidade de se concentrar em determinado som tendo outro junto, ao fundo. Trabalhei com ela e um dia, apesar do imprevisto de haver uma máquina de cortar grama ligada próximo à janela da sala, tudo correu bem e ela se concentrou na conversa. Mas me contou que se sentiu tensa durante o exame em que foi diagnosticada por ter ficado fechada em uma cabine. Assim, não conseguiu desempenhar o seu melhor. O exame também expõe as pessoas a outras situações estranhas, como repetir palavras que não existem.
Como atuar com os ditos disléxicos?
BEATRIZ Trabalhamos com abordagens diversas, com jogos, brinquedos e brincadeiras, e buscamos criar uma relação entre a pessoa e o mundo da leitura e da escrita, desvinculando-o, se necessário, das tarefas escolares se ela se mostra temerosa disso naquele momento. Variamos o modo de ensinar de acordo com as reações apresentadas. Obtemos resultados: as crianças e os jovens aprendem a ler e escrever. E aí dizem que tratamos a dislexia. Minha vez de perguntar: qual era mesmo a doença?
Apesar das questões aqui discutidas e das pesquisas divulgadas, a dislexia está catalogada no CID-10. Como encara isso?
BEATRIZ Acredito que isso deva ser revogado, pois já está em marcha uma revolução na Educação, o início de uma nova maneira de ensinar, que não somente acolhe mas valoriza realmente a heterogeneidade. Minha prática de diversos anos e a literatura científica me dizem que a dislexia de desenvolvimento é uma doença inventada. No passado, a homossexualidade também constava no CID e foi retirada.
Fonte: Nova Escola
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Modelo de anamnese para dificuldades de aprendizagem
Segue o modelo de anamnese para investigar as dificuldades de aprendizagem.
ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA
Data: ___ /___ /___ .
Identificação
Nome:
_________________________________________________
Data de
Nascimento:___ /___ / ___ Idade: __________
Naturalidade:___________________________
Nacionalidade:
_________________________
Sexo:
___________________
Endereço:
__________________________________________________________
Bairro:
______________________Cidade:____________________ UF: ____
Telefone:
_________________________________
Grau de
Instrução:___________________________
Religião:
__________________________________________
Filiação:
Pai:
_____________________________________________________
Grau de
Instrução:_________________________________________
Profissão: ________________________________________________
Profissão: ________________________________________________
Mãe:
____________________________________________________
Grau de
Instrução:_________________________________________
Profissão: ________________________________________________
Telefone:
____________
Informante:
_______________________________
Motivo da consulta:
Queixa:
Época do aparecimento
do problema: __________________________
Encaminhado por:
_____________________________________
Antecedentes
Pessoais:
Ordem de nascimento:
______________________________________
Concepção
Idade dos pais na
época: Mãe_____ Pai _____
Tipo Rh: Mãe_______
Pai_______ Criança_______
Número de gestações
anteriores: _________
Abortos? _______
Naturais:_______
Provocados: _______
Gestação
A gravidez foi desejada por ambos? Sim ( )
Não ( ) _____________________________ Fez tratamento pré-natal? Sim ( ) Não ( )
Onde? _______________________________ Sofreu acidentes, quedas? Sim ( ) Não ( )
_________________________
Sofreu algum tipo de
cirurgia? Sim ( ) Não ( ) Qual? ________________________
Teve doença na
gestação? Sim ( ) Não ( ) Qual? _________________________
Tomou alguma medicação? Sim ( ) Não ( ) Qual?
_________________________ Enjôo? Sim ( ) Não ( )
Rubéola, toxoplasmose
ou sífilis? ______________________________
Exposição a RX? Sim (
) Não ( )
Condições
psicológicas durante a gravidez:
Parto
Local: Casa:
________________ Maternidade: ________________________
Parto:
( ) a termo
( ) pós-termo _____________
( )
prematuro:____________
( ) nasceu
esbranquiçado
( ) cianótico
( ) incubadora -
quanto tempo ________________
( ) normal
( ) cesariana ( )
prevista ( ) secundária
( ) fórceps
Condições da criança:
chorou logo ao
nascer? ( ) Sim ( ) Não
tomou algum medicamento? ( ) Sim ( ) Não ( )
não sabe informar peso ____________ comprimento________________
Teve icterícia? ( )
Sim ( ) Não
Alimentação
Mamou no seio? ( ) Sim
( ) Não Por que? ____________________________________
Se mamou, até quando?
_______________________________________________
Mamadeira? Até
quando? ______________________________________________
Tipo de bico __________________ Tipo de furo
_______________________ Aceitou bem a alimentação paotsa? ( ) Sim ( ) Não
Aceitou bem a
alimentação sólida? ( ) Sim ( ) Não
Usa copo? Sim ( ) Não
( )
Alimentação atual
(tipo, apetite, posição, mastigação):
História Patológica
Pregressa
Retardo mental,
diabetes, síndromes, doenças nervosas, epilepsia
Doenças da infância
( ) Sarampo:
_____________________
( ) Catapora:
_____________________
( ) Caxumba:
_____________________
( ) Rubéola:
_____________________
( ) Coqueluche:
_____________________
( ) Meningite:
_____________________
( ) Desidratação grave
_____________________
( ) Complicação com
alguma vacina Qual? _____________________ edad:
( ) Otite:
_____________________
( ) Adenóides:
_____________________
( ) Amigdalites:
_____________________
( ) Alergias:
_____________________
( ) Acidentes:
_____________________
( ) Internações:
_____________________
( ) Cirurgias
Tipo:_____________________ Idade: _____
( ) Convulsões Idade:
_____________________
( ) Febre ( )
Freqüentes ( ) Controlada
( ) Quedas e
traumatismos Como, tipo, quando:
Sono
( ) Tranqüilo
( ) Agitado
( ) Range dentes
( ) Terror noturno
( ) Sonambulismo
( ) Soniloquismo
( ) Dorme de boca
aberta
( ) Enurese
( ) Dorme sozinho
( ) Dorme com alguém
Com quem? _________
Até quando dormiu no quarto com os pais?
_____________ Qual
a atitude tomada para separ-lo?
Reação:
( ) Hábitos especiais
(presença de alguém, chupeta, brinquedos, embalo, etc.)
Desenvolvimento
psicomotor
Com que idade
sustentou a cabeça? _____
Com que idade
sento-se? (0,6) Com que idade engatinhou? (0,6) _____
Forma de engatinhar:
___________________________________________ Com que idade começou a andar? (1)
______________
Cai muito?
_____________________________________________________
Deixa cair as coisas?
____________________________________________
Esbarra nos outros
constantemente? _______________________________
Baba?
___________________________________
Dominância
manual:________________
Foi forçado a usar uma
mão específica? __________________________________
Apresenta alguma
dificuldade?___________ Qual? __________________________
Desenvolvimento da
linguagem
Balbucios:
___________
Primeiras
palavras:____________________ Primeiras frases: ____________________
Apresentou problema de
fala?__________ Quais? _____________________________
Compreende ordens?
________________________________________
Presença de
bilingüismo em casa? ________________________________________
Como a criança se
comunica? ________________________________________
Apresenta
estereotipias? ___________________________ _________
Possui escrita?
_____________ Como é?
Escolaridade
Com que idade entrou na escola?
___________Tipo: ____________________ Adaptou-se bem? ( ) Sim ( ) Não Obs.:
Método de
alfabetização: ________________________________________
Escola atual:
__________________________________________________
Série e turno:
________________________________________________
Dificuldade para:
( ) Ler
______________________________
( ) Escrever
______________________________
( ) Coordenação
motora ______________________________
( ) Contar
______________________________
( ) Calcular
______________________________
( ) Esquece o que
aprende ______________________________
( ) Troca letras na
escrita ou na leitura ______________________________
( ) Letra ilegível
______________________________
( ) Reprovação
Quantas? _______________________
( ) Atenção
______________________________
( ) Concentração
______________________________
Mudou de escola?
______________________________
Conhece:
( ) Cores
______________________________
( ) Números
______________________________
( ) Dinheiro ______________________________
( ) Letras
______________________________
Sabe recortar?
______________________________
Apresenta tiques?
______________________________
Como pega o lápis?
______________________________
Escreve muito forte ou
muito fraco? ______________________________
Atividades
extracurriculares:
Obs.:
___________________________________________________________________
Comportamento
Humor habitual
________________
Prefere brincar
sozinho ou em grupos? ______________________________
Estranha mudanças de ambiente?
______________________________ Adapta-se facilmente ao meio? ______________________________
Tem horários? ______________________________
É líder?
______________________________
Aceita bem as ordens?
______________________________
Pratica esportes?
______________________________
Apresenta
agressividade, apatia ou teimosia? ______________________________
Independência
Come, vest-se, toma banho sozinho?
Visão
Algum problema? Sim (
) Não ( ) _________________________________
Usa óculos? Sim ( ) Nã( ) Desde quando?
______________________________ Cirurgia? Sim ( ) Não ( ) Qual?
______________________________
Audição
Normal? Sim ( ) Não (
)
Obs.: ____________________________________________________________________
Hábitos
__________________________________________________________________
Relacionamento
Como é a relação com
os pais? ____
Como é a relação com
os irmãos? _____________________________________
Comportamento
emocional: _____________________________________
Relaciona-se com outras crianças?
_____________________________________ Tem amigos? _
___________________________________
Como é a relação com
professores e colegas? ________________________________
Como é o ambiente
familiar? _____________________________________
Outros
Como a família vê o
problema?
Expectativas?
Como o casal age em
função da criança?
Análise da Entrevista
Impressão Diagnóstica
***
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